segunda-feira, 27 de julho de 2009

Transformers: não, não é o filme, são as férias!


Férias é uma dádiva incrível! Minhas férias sempre foram tremendamente transformadoras, as maiores mudanças sempre ocorrem nesse período. Essa, no primeiro ano da faculdade, não poderia ser diferente.
Não por engordar um pouquinho por comer pra caramba em casa, mas esse mês de descanso anual (semestral, sou universitário!!!) é ótimo: você descansa, recarrega as baterias pro novo, tem tempo pra fazer coisas, sair, curtir os amigos, dormir até tarde, ficar acordado fazendo merda nenhuma até de madrugada. Só por isso as férias já são ótimas.
Mas, incrivelmente, o destino sempre me reserva alguns segredinhos. Minhas férias nunca são tranquilas, só curtir amigos e tal, sempre acabo me transformando MUITO. Aprendo muito, passo por situações riquíssimas e evoluo, progrido, mudo.
A vida é uma peça maravilhosa. As vezes você entra numa situação e sai mudado de um jeito que você nunca imaginou, em uma situação que você nunca poderia imaginar. Foram exatamente assim meus 30 dias de descanso. Uma jornada incrível de autoconhecimento, avaliação das outras pessoas, análise da confiança que coloco nos outros e motivos pessoais. O que faço e o porque faço.
Sinceridade pra mim sempre foi pré-requisito pra construir qualquer coisa, inclusive amizades. Mas mesmo que não queiram dizer a verdade, existem jeitos de soprar a névoa comodamente invocada sobre sua visão e poder olhar, mesmo que por alguns instantes, o que está por tras de todo o teatro armado. E assim você tem tudo o que precisa pra entender, aprender e seguir adiante.
Assim, mais uma etapa é concluída. Mesmo sem verdades declaradas, nada escapa a um bom observador.
E as férias acabando... Vamos curtir mais outro semestre, se acostumar com as mudanças feitas, a vida nova, pra depois entrar nesse período louco de mudanças e aprendizado novamente.
Ansioso pela volta às aulas, porque fim de férias é um tédio pra qualquer um!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Desencana!

Ai meu, desencana e viva, viva, VIVA!!!

:]

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser!


Visitando o blog da minha amiguinha Lola, me deparei um post respondendo uma notícia de uma tal Geane Carl, (veja o post aqui) que estava indignada com a primeira parada gay de Joinville. A coitada se referiu à ela como "manifestação que 'destrói e assassina' o conceito que temos de família" e ainda afirmou "O homossexualismo e o lesbianismo jamais irão encontrar seu espaço". O que me preocupa é o jeito idiota como coitados como Geane reproduzem modelos sociais doentes, e não se preocupam com isso e, pra ser bem sincero, não tem nem consciência disso. Ontem via na TV um caso de um brasileiro (Jean Charles de Menezes) assassinado pela Scotland Yard (polícia metropolitana de Londres). Houve uma investigação, que pelo jeito foi muito eficiente, chegando ao ponto de assassinar um inocente que nem reagiu, e os policiais confundiram o brasileiro com um "terrorista" (terrorismo está na moda). O jornal comentou que a investigação se baseou em puro preconceito, nesse caso, por imigrantes. Os policiais observaram Jean Charles e viram que ele não era inglês então, lógico, era o bandido. Nós, brasileiros, vemos a atitude dos policiais britânicos e ficamos abismados: como um policial pode julgar uma pessoa por ser imigrante, um policial que deveria proteger a população londrina, seja ela imigrante ou não (como uma das mensagens de indignação que mostrou a reportagem: Scotland Yard: executando londrinos para sua segurança).
Não se esqueçam: policiais também vivem em sociedade.
Se pra nós discriminar um imigrante seria um absurdo, porque discriminar um homossexual não seria? Porque todo mundo discrimina? E se vivêssemos em um desses vários países onde a homossexualidade é melhor aceita e até respeitada, o que aconteceria?
Como diz no documentário Zeitgeist Addendum, "Não é amostra de saúde estar bem ajustado em uma sociedade profundamente doente". Temos que ter consciência de nosso poder sobre o mundo, afinal, somos os únicos responsáveis sobre os nossos atos. A sociedade britânica, assim como quase todos os países desenvolvidos, são preconceituosos e violentos com imigrantes, mas quem vai responder sobre o assassinato do imigrante? Os policiais que cometeram o ato hediondo! A maluca da Geane repete essas idéias por ignorância, mas quem é responsável por isso? Ela mesma. Ela é responsável por seus pensamentos, suas decisões e suas atitudes. Se algo grave acontecer, ninguém vai nos ajudar a lidar com os problemas originados pela sociedade, seremos nós os responsáveis, e só nós.
Isso é eficazmente perpetuado na sociedade atual. Como aparece no documentário Super Size Me - A Dieta do Palhaço, o Mc Donalds produz aquele lixo nutricional de alimento, mas você é o único responsável pelo dano ao seu corpo causado por comer aquilo (a justiça americana culpa as pessoas por consumir os alimentos do McDonalds e ficarem doentes, não a lanchonete por produzir os alimentos).
Tenha consciência dessa SUA responsabilidade, assim você evita muitas asneiras e transforma o mundo num lugar melhor. Ignorância não é desculpa, no máximo é a sua decisão.
Só para terminar, Geane disse ainda "para que existe um padrão de moral e ética, se quando surgem desvios dele sempre dizemos sim". Ainda bem que dizemos sim! Mudança é importante! Esse padrão deve existir, mas deve ser algo que oriente a vida social, não um modelo de "liberado" e "proibido" gravado em pedra. A vida em sociedade deve ser algo, no mínimo, suportável. Mas pra isso devemos estabelecer uma sociedade que aceite seus indivíduos. Deficientes físicos, deficientes mentais, gays, lésbicas, pobres, ateus, wiccas, idosos, apolíticos, políticos de esquerda... todos tem o mesmo direito que a população dominante (ou o carniceiro sedento por manter seu poder social sobre a população).
Pense. Isso é a maior dádiva que Deus poderia te dar, pensar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Que porra é essa de Dilema do Gato Molhado?!


Mas afinal o que é o Dilema do Gato Molhado? De onde saiu esse nome esdrúxulo para batizar esse blog? Todo mundo me pergunta e eu sempre prometi um post pra explicar todo o "Dilema".
Tudo começou uma tarde em frente ao PC, montando o bendito blog. Bem... não! começou bem antes! A decisão de abrir o blog foi bem mais difícil que o "abrir" em si. Eu sou muito "avoado", seja lá o que isso signifique, distraído e tenho o péssimo hábito de começar várias coisas e nunca terminar nenhuma delas. Decidido que eu abriria um blog, parei em frente do PC: Nome do blog. Que porra é essa? O blog tem q ter um nome, deusdocéu! Nem tinha pensado nisso. Vamos lá, nome, nome... nome...
De repente, surge uma inspiração. Um sussurro das musas no meu ouvido, ou uma luz e um ventinho que faz a franja levantar, como quando o Harry pega na varinha pela primeira vez (ui!). Dilema do Gato Molhado!
Mas que porra é essa de gato molhado? Não tem nada a ver com caras sarados de sunguinha tomando banho!
O dilema do gato molhado é a dificuldade que as pessoas têm de entender os outros. De se desprender um pouco de si mesmas e chegar a entender verdadeiramente. Mas acima de tudo, de respeitar o outro.
Isso pode não ser novidade pra muita gente, mas se isso fosse realmente aplicado seria uma novidade pra mim! Pais querem comandar a vida dos filhos, igrejas que ao mesmo tempo que pregam livre arbítrio desejam desesperadamente amarrar todo mundo no pé do altar da sua igreja (a do outro é do demônio), patys tapadas na minha sala, futuras psicólogas, que não conseguem ir muito além do óbvio.
E isso é o Dilema do Gato Molhado, medo de água, medo do outro. Medo de colocar suas crenças em xeque.
Explicado?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O que somos nós?

Afinal o que somos nós? Somos algo realmente, ou seria melhor dizer que nos tornaram, nos esculpiram, nos podaram e resultamos nisso que pensamos que somos? Existe liberdade? Não quero me aprofundar muito na questão filosófica, pois isso é assunto pra outro post, mas a questão é: as coisas ao nosso redor nos transformam profundamente, na verdade seria mais correto dizer que elas nos formam. Filhos de pais com boas condições financeiras se desenvolvem em uma realidade própria e tem características específicas da classe social [dos pais], crianças que vivem numa realidade pobre vão ser adultos bem diferentes deles. Mães evangélicas criam crianças evangélicas, ou tentam... Mas mesmo que as crianças não sigam exatamente os passos dos pais, isso está enraizado no seu crescimento, afinal, ele construiu seu mundo naquela realidade. Fizeram parte do seu desenvolvimento o medo (ou temor, tanto faz) de Deus, assim como a crença na fé, no caminho do sofrimento (afinal estamos falando das igrejas dos pobres e quer gente que sofre mais?), da vida ser praticamente um pecado, onde você tem que aceitar que quase tudo na vida é pecado e deve seguir fielmente (a palavra não foi de propósito...rs) tudo que é imposto e se, por acaso, você começar a pensar criticamente no assunto e ter sua própria opinião, você está pecando também. Pensar vira pecado. Imagine uma criança que cresce nessa realidade mas não quer perpetuar isso na sua vida. Uma criança que queira ser ateu, ter outra religião diferente da evangélica, não aceitar passivamente o que lhe é ensinado, é homossexual ou qualquer comportamento que não condiz com o aprendido desde pequeno. Ele abandona a realidade que pra ele não é coerente e busca um novo caminho pra sua vida, mas algo de ruim acontece com ele, e o que ele faz? No mínimo se sente culpado, aquilo deve ter sido um castigo por seus atos contra o amor de Deus (ou algo similar), pode até voltar pra realidade que aprendeu quando criança, voltar pra igreja evangélica e reprimir o comportamento desviante da massa que iniciou sua fuga. Agora imagine isso num mundo capitalista, de propaganda massiva que, quando não vendem produtos tóxicos à saúde (cigarros, bebidas, McDonalds, Coca-Cola) vendem produtos que ninguém precisa (cremes que na formulação são bem parecidos, mas a marca X paga milhões pra uma atriz famosa fazer o comercial e a marca Y fala que é Passiflora, em vez de falar que é Maracujá, pra ficar mais chique e, consequentemente, maior o lucro, ou aparelhos não-profissionais de ginástica caros que não fazem absolutamente nada) afinal, propaganda serve para criar demanda de consumo porque, se o produto fosse bom e as pessoas quisessem comprar aquilo, eles não fariam propagandas, fariam comerciais informativos falando coerentemente das características do produto que, como falava uma amiga minha que vende trufas, o produto quando é bom se vende sozinho.
A criança gorda com problema no coração de tanto comer lixo industrializado (se for mulher: estrias e cel
ulite pelos amados refrigerantes lights. Light pode!*) e com seus adorados pais colaborando pra esse aprendizado imbecilizado e acrítico. Vamos estrapolar mais um pouquinho. Voltamos à pergunta: o que somos nós? Bom, eu me definiria como um garoto alto, magro... perae... de todas as minhas características porque eu escolhi justamente essas? Será que eu escolhi mesmo? Alto, magro, cabelos lisos e sedosos, pele branca bonita e macia, roupas de marca/grife, cabelo impecável, academia 5x por semana. Esse sou eu? Esse é você? Esse é seu(sua) príncipe(princesa) encantado(a)? Acho que não, esse é o modelo social ideal que foi enfiado goela abaixo sua vida inteira. Agora a segunda pergunta: Existe liberdade? Bom, existe duas possíveis opções para essa pergunta. A primeira é que sim! Pense sua anta! Pense criticamente e pense, pense, pense. Tente ser mais você mesmo, ser mais coerente. Construa seu modo de pensar, seja sincero com você mesmo, seja mais você mesmo. Essa opinião que você tem veio de onde? Você teve acesso a todos os fatos para poder analisar se sua opinião é correta? Você realmente pensaria assim se tivesse liberdade pra pensar? Ou simplesmente segue a multidão? A segunda opção é que não. Até mesmo esse post foi resultado de alguma influência social, podendo ser até mesmo fruto da indignação causada pela realidade absurda que vivemos. Não existe ação sem reação e, consequentemente, não existiria reação sem ação. Independente de qual resposta escolha, PENSE! Podemos causar uma mudança em nós mesmos, e isso já é um bom começo. Sonho viver em uma sociedade pensante, criativa, que aceita seus indivíduos como eles são e tirando deles o melhor que pode para o crescimento de todos. Enquanto isso não acontece continuo acordando num mundo que homem não chora e mulher é vítima, criança é burra e adulto é chato e ninguém consegue amar, porque, primeiramente, eles próprios se odeiam como pessoas e não fazem idéia do que procuram... Vamos arregaçar as mangas ;)*Na revisão do texto que percebi: porque falar das estrias e celulites? Será que é mais importante que todo o mal e descontrole do organismo que esses alimentos causam? Ou será que estrias e celulites são mais estéticas?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Vacas e Capitalismo

CAPITALISMO IDEAL
Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um boi.
Eles multiplicam-se, e a economia cresce.
Você vende a manada e aposenta-se. Fica rico!


CAPITALISMO AMERICANO
Você tem duas vacas.
Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas.
Fica surpreso quando ela morre.

CAPITALISMO JAPONÊS
Você tem duas vacas.
Cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo inteiro.

CAPITALISMO BRITÂNICO
Você tem duas vacas.
As duas são loucas.

CAPITALISMO HOLANDÊS
Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.

CAPITALISMO ALEMÃO
Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.


CAPITALISMO RUSSO
Você tem duas vacas.
Conta-as e vê que tem cinco.
Conta de novo e vê que tem 42.
Conta de novo e vê que tem 12 vacas.
Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.


CAPITALISMO SUÍÇO
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.
Você cobra para guardar as vacas dos outros.


CAPITALISMO ESPANHOL
Você tem muito orgulho de ter duas vacas.

CAPITALISMO BRASILEIRO
Você tem duas vacas.
E reclama porque o rebanho não cresce...

CAPITALISMO HINDU
Você tem duas vacas.
Ai de quem tocar nelas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eu social/eu público, eu anti-social/eu privado

O ser humano é um bixo predominantemente social. Até sua anti-sociabilidade é culpa da sua sociabilidade. Na faculdade, sempre tem o povo que pega os PCs do fundo, viram o monitor, não querem que vejam nada do que estejam fazendo, não querem que vejam seus e-mails pessoais, leiam o que escrevem, querem manter sua privacidade. O pessoal da frente sempre está fazendo trabalhos e nada muito pessoal, os do fundo vendo e-mails, conversas pessoais no msn e coisas mais obscuras que ninguém sabe ao certo porque estão sendo escondidas. Eu inclusive, não consigo postar no blog se alguém tiver perto, [improvavelmente, mas possivelmente] lendo o que escrevo, eu travo e não sai uma palavra. Porque esse medo de exposição do íntimo, do pessoal?
Nós construímos o que somos através da convivência. Esses dias estudava um processo de aprendizagem que molda nossas ações através de recompensa ao comportamento esperado e punição do comportamento errado. Esse modelo é extremamente usado nas relações humanas. Além da óbvia relação com a educação infantil, ele está muito associado com as relações sociais humanas: sempre recriminamos o que não gostamos (muitas vezes o que é diferente de nós e/ou que põem à prova nossas crenças) e isso causa um medo recíproco em nós mesmos (mesma intensidade e mesma força, até lembrei das aulas de física!). Temos medo de mostrar o que somos, o que pensamos, o que queremos falar, com medo dessa mesma recriminação que praticamos com os outros. Medo de ser excluído, medo de não ser aceito, de não pertencer ao grupo. Recriminamos e nos escondemos para não sermos recriminados. Por isso a diferença gritante entre o eu público e o eu privado. Não que essa diferença seja ruim, pelo contrário, é muito boa! Ter pessoas que respeitam o limite dos outros é muito bom, mas poderíamos manter uma relação mais coerente entre um e outro, deixar os dois "eus" mais homegêneos. Respeitar o público, mas respeitar também o direito que o "eu público" tem de participar dele, e também o direito do "outro público" de também ter a sua liberdade de participação, de ser e de se expressar. Digo isso pelas pequenas coisas que observo nessa sociedade excludente. Pessoas rotuladas de duas caras, falsas, que agem de modos totalmente diferente em grupos de amigos distintos simplesmente porque os grupos não suportariam um modo de agir mais autêntico. Podemos sim, e devemos, mostrar nossas faces mais adequadas à situação e aos amigos, mas um senso coerente de eu é muito importante. Não podemos perder ou confundir nossa identidade.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pesadelo com pé de feijão é foda!

Acordei desesperado. Aquele mesmo quarto escuro. Olhei por todos os cantos, procurando algo fora do comum, ou mais especificamente alguém, mas tava tudo do mesmo jeito, guarda roupa no lugar de sempre, ninguém esgueirando nenhuma fresta, ninguém embaixo da cama, ninguém escondido do lado da porta, ninguém no pé da cama. Ainda bem. Meio transtornado e apreensivo, depois de um pesadelo, eu sentei na cama e... caí na risada! Quem, em plenos 21 anos (fiz semana passada! já sou adulto tá!) tem um pesadelo com pé de feijão?! É RIDÍCULO! Mas hilário, confesso. Dei muita risada. A cama tava bem quentinha, mas não ia dar pra voltar a dormir desse jeito. Olhei o celular - eram exatamente 1:25 da madruga - levantei ainda bêbado, trombando na porta, escorregando no corredor, segurando a parede e fui até a cozinha tomar um copo de água gelada.

De acordo com o Jô, água gelada resolve tudo. Quando você já tá "empazinado" é só tomar um pouco de água gelada que libera um pouco de espaço aí dá pra comer mais. Se empazino de novo, toma mais água gelada! Quem sabe água gelada não resolve alguma coisa em pesadelos também?!

Sentei na mesa com meu belo copo de água gelada, ainda rindo muito, e tentei lembrar de todos os detalhes do sonho. Eu tava num campo imenso (campo? parecia mais um buraco de aterro sanitário, pq era um declive imenso até o meio e depois uma subida até a outra ponta) todo plantado com pés de feijão. Mas eram os pés de feijão do MEU SONHO, então eram grandes, cheios de folhas, alguns tinham até troncos grossos, iguais de árvores, mas todos tinham no maximo 1,5m de altura. Então eu e meu irmão (ou vc acha q eu ia desbravar esse bosque de feijões sozinho) resolvemos atravessar a plantação de feijões transgênicos, mas estava muito MUITO escuro, não dava pra ver nada, só as silhuetas dos pés de feijão. Aí naquele desespero de atravessar o matagal no escuro, eu fiquei um pouco pra trás do meu irmão. O local era muito perigoso, os fazendeiros da região andavam armados com espingarda (e eu obtive essa informação por osmose no meio do sonho, acho q tava no mundo de Matrix!). De repente, eu abaixadinho atrás de um tronco de pé de feijão (sem comentários!) fechando o olho (pra entrar menos luz na retina e ter mais acuidade visual... AUHuHUAH... viva aula de processos psicológicos) pra ver onde meu irmão estava e não conseguindo enxergar bulhufas, ouço barulho de alguém do meu lado, andando, vindo em minha direção. E AGORA? Se eu corresse faria barulho e ele ia me achar com certeza, então fiquei parado sem nem respirar. Coração na boca, batendo que nem um desesperado. E agora o que eu faço?! De repente ele encostou no meu ombro (caraio! só eu que não tava enxergando nada naquela porra de sonho?). Ih, fudeu, morri! Aí ele me levou pra fora da plantação e acabou achando meu irmão também. E eu acordei. Coração na mão. Será que ele ia me matar? Procurei pelo quarto e ele não tava lá. Nada de roçeiro plantador de feijão e nada de espingarda, nem carabina, nem mesmo uma pistolinha ou arco e flecha.

Mas que foi ridículo foi! Quem tem pesadelo com pé de feijão?! ALguém?! É... o silêncio me condena...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Medo Líquido

Embora incapazes de darmos uma trégua às nossas suspeitas, parar de farejar traições e temer a frustração, buscamos - compulsiva e apaixonadamente - "redes" mais amplas de amigos e amizades. Na verdade, a rede mais ampla que pudermos comprimir no painel do telefone celular, o qual, benevolentemente, aumenta em capacidade a cada nova geração de aparelhos. E quando tentamos cercar nossas apostas contra a traição e dessa forma reduzir os riscos e montarmos o palco para novas traições. Já que nenhuma cesta é totalmente segura, tentamos colocar os ovos em todas que pudermos encontrar.

Preferimos investir nossas esperanças em "redes" em vez de parcerias (...) Esperamos compensar a falta de qualidade com a quantidade (a probabilidade de ganhar na loteria é minúscula, mas quem sabe um conjunto de probabilidades miseráveis possa constituir uma chance mais decente?) (...) Os rastros deixados por essa busca por segurança parecem, contudo, um cemitério de esperanças destruídas e expectativas frustradas, e o caminho à frente está salpicado de relacionamentos frágeis e superficiais. O chão não está mais firme à medida que caminhamos; parece mais lodoso e inadequado para nos assentarmos sobre ele. Estimula os caminhantes a correr, e os corredores a aumentar a velocidade.

As parcerias não se fortalecem, os medos não se dissipam (...) Os habitantes do mundo líquido-moderno, acostumados a praticar a arte da vida líquido-moderna, tendem a considerar a fuga do problema como uma aposta melhor do que enfrentá-lo.

Zygmunt Bauman (tomei a liberdade de modificar algumas palavras)
em Medo Líquido

Aniversário e 12 de junho

É tristee!!! Dia dos namorados sempre foi meio traumático pra mim... Não traumático no sentido de trauma de verdade, mas no drama feito nesse dia (tá bom, também foi drama usar a palavra traumático). Não por não ter ninguém nesse dia... não por isso. Não por não ter ninguém pra fazer coisas junto, planejar um dia bacana... isso não é nada. Mas sim pelos PRESENTES!!! Sim, presenTES, com "s", plural, mais de um. Isso porque o dia dos namorados cai inexplicavelmente 8 dias após meu aniversário, todos os anos, e eu nunca dou a sorte de estar namorando esse período, sempre termino namoro antes (as vezes da vontade até de retardar um pouco o término só pela data, quem sabe não rola uma animaçãozinha maior e não dura mais um pouquinho e eu até lucro presentes?hahah).

Bom, deixando o drama de lado não é bem assim, já passei esse período crítico de 10 dias namorando e sempre ganhei só 1 presente. Pobre dos que nascem perto do natal, ano novo, páscoa, dia das crianças (nossa, esses devem sofrer com presentinhos idiotas e piadinhas sem graça pro resto da vida) e dia dos namorados, eu incluso nesse grupinho aí.

Pior que tudo isso só meu aniversário. Mal ganhei parabéns. Ganhei sim de alguns colegas da facul, do meu irmão e mais um abraço jururu do meu pai e só também. Pra que receber feliz aniversário de madrasta (yeap, eu não ganhei nem um P dos parabéns dela), madrasta nem é parente mesmo, pelo menos não na minha família. O que salvou foram os 74 recados do orkut, irmão e amigos x]

Mas o bom foi a noite. Aniversário em Bauru, avenida Nações Unidas, a mesma da praça Vitória Régia (ou, agora com as plaquinhas informativas: Anfiteatro Vitória Régia), da batata frita do Fiu-Fiu (uma batata deliciosa servida em caixa enorme de pizza por um cara que fica assoviando "fiu-fiu" a noite inteira) e o maravilhoso churros de Bauru. Sim, existem coisas em Bauru melhores que o lanche! Imagina o monstro do churros com uma massa que desmancha na boca, com 2 camadas de cobertura (ou será recheio recheio? mas recheio é no meio! E em cima é cobertura... mas eles usam a mesma cobertura e recheio!!! lol É em cima, então é cobertura!) de limão, uma de chocolate com menta, polvilhado com castanha de caju, mais uma camada de doce de leite em cima de tudo isso, além do recheio de doce de leite no meio... Não teve bolo mas esse valeu a pena!

Tudo bem, aniversário à parte, não teve mesmo como fugir do dia dos namorados sozinho. Uma vez que o aniversário sozinho passa, dia dos namorados sozinho é questão de tempo, 8 dias pra ser mais exato.

sábado, 30 de maio de 2009

Mídia-ah-ha-HA-HAHAAHAHH

Hoje estava lendo alguns blogs e sites de notícias independentes. Nos blogs temos liberdade pra falarmos qualquer coisa. Blogs abrem espaços maravilhosos que em outros meios fazem questão de manterem fechados a 7, 8, 900 chaves. É importante que o povo só receba informações passivamente e degluta tudo calado. Em uma apresentação que fiz semanas atrás, que demandou semanas de pesquisa, deu pra ter uma boa idéia de porque as pessoas são tão estúpidas. Passando um pouco pelos assuntos de produção de notícias pelas grandes organizações, seleção de conteúdo, até encontrei coisas falando em como o governo dos EUA fazem para a população acreditar que o atentado de 11 de setembro não foi causado por eles. Tem um vídeo no youtube com uma parte de um noticiário americano que o apresentador não deixa o entrevistado falar nem responder direito as perguntas, e o entrevistado não é um imbecil, como ele faz questão de pintar o coitado, mas sim um estudioso (professor, doutor, nao lembro bem, não to encontrando o vídeo no youtube, será que retiraram?) que afirma que os EUA que forjaram o ataque e ele tem explicações muito plausíveis.


Dias atrás vi uma situação dessas aqui mesmo no Brasil. O deputado Sérgio Moraes, dono daquele famoso comentário "Estou me lixando para a opinião pública", estava sendo entrevistado ao vivo por um jornal desses de fim de tarde (não me lembro bem qual canal porque eu nem presto muita atenção, acho as notícias muito tendenciosas e sensacionalistas, além do cunho maior por entretenimento do que informativo, isso inclusive nos telejornais [q termo feio]) e o jornalista não deixou ele falar nem uma dúzia de palavras, cortava o deputado a todo instante. O clima era diferente de uma entrevista ao vivo normal, a pressa estava muito mais presente. Não estou defendendo ninguém, pois não sei muita coisa desse deputado, mas o que ele disse foi importante e seria importante refletir: afirmou que uma repórter o ameaçava dizendo que podia influenciar a opinião pública, e ele teria respondido a famosa frase "Estou me lixando para a opinião pública" (é bem verdade que houve um insistente investimento da mídia mesmo antes dele falar a frase). Culpa ou inocência à parte, que repórteres fazem isso o tempo todo todos sabem, que a mídia é uma vergonhosa barganha de influências também não é novidade. O que é vergonhoso mesmo é a população ser guiada por uma máquina tão influente e anti-ética como a mídia. Pessoas famosas são desejadas pelo pedestal que ocupam, e sua amizade apreciada pelos holofotes que podem fazer brilhar alguns anônimos ávidos por um pouco de atenção. E isso é aplicado a todas as partes da sociedade. Um amigo relações públicas recentemente se queixava da politicagem que ordenava a empresa que trabalhava. Sempre que algum político ia às festas da empresa, todos faziam questão de montar projetinhos para mostrar trabalho e paparicar o "cara que tem o cargo influente". E assim continua nossa sociedade, rolando barranco abaixo, com suas pobres guerrinhas de influências sociais. Cuidado hein, posso acabar com sua vida! Meu primo tem um amigo que conhece alguém no jornal da tarde! E, como já dizia um amigo meu: "Que sorte para os ditadores que os homens não pensem" (Adolf Hitler, o mesmo que disse: "Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir" e "A arte da liderança consiste em consolidar a atenção das pessoas contra um único adversário e cuidar para que nada divida essa atenção")

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Canções Infantis - cult version

Para você que quer educar bem seu querido filho para que ele se torne um adulto culto, comece desde cedo! Eis abaixo versões de algumas cantigas de roda famosas:

Cai cai balão

Cai, cai balão
cai, cai balão
aqui na minha mão
Não vou lá,
não vou lá
Tenho medo de apanhar

Cai cai balão - cult version

Precipita, precipita erostato mais leve que o ar
precipita, precipita erostato mais leve que o ar
aqui na palma dos meus artelhos superiores
Não vou me deslocar até lá,
não vou me deslocar até lá,
Tenho medo de ser atingido por objetos contundentes


Atirei o pau no gato

Atirei o páu no gato tô
Mas o gato tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro,
do berro que o gato deu
Miau!

Atirei o pau no gato - cult version

Aremessei o prójétil ao felino no
Porém o felino no
Não veio a falecer cer cer
Projenitora Francisca cá
Ficou estupefata ta
Pelo som,
pelo som emitido pelo animal
Onomatopéia referente aos felinos!


O Sapo não lava o pé

O sapo não lava o pé
Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé porque não quer
Mas que chulé!

O Sapo não Lava o Pé - cult version

O dendrobata não pratica higiene pedicular,
não pratica higiene pedicular pois naum é de seu feitio.
Ele reside em ambiente lacustre,
não pratica higiene pedicular porque naum é de seu feitio
Que mal odor proveniente dos seus artelhos inferiores!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Religião da massa ou massa da religião?

Afinal, o que é religião? Fico pensando e acredito que Deus está muito longe de ser esse cara lá no céu, com seu manual de instruções jogado pra nós, que temos que ler, decorar e seguir cegamente. Na prática, acredito que as igrejas substituem essa última regra por "cobrar dos outros para que eles sigam cegamente". Esses dias vi na tv uma senhora que "fazia o inferno" na vida de todo mundo que conhecia e era religiosa fervorosa, daquelas que vão 5x por semana na igreja, pelo menos. Conheço várias dessas amáveis senhoras religiosas. Mas acredito que o conceito "Deus" seja muito mais abrangente, rico (em conteúdo, não rico no sentido usado pelas igrejas-capitalistas-televisivas) e complexo que esse homenzinho do céu (não, não estou falando do astronauta), na verdade vejo Deus principalmente como algo histórico, incapaz de ter seu significado verdadeiro por estarem usando conceitos deturpados por ser interessante ($money and power) de ser aplicados a essa sociedade. Isso sem citar o fato de que se tivessem nascido na Arábia iriam defender Alá e que o Deus daqui seria uma coisa ruim e mentirosa (mais ou menos o que sentem por Alá). Penso como é possível nossa amada igreja cristã criar essa massa de seres acríticos (calma, essa é só uma pequena parte da massa citada no post de baixo).

Esses dias, nas famosas aulas de Filosofia, discutia-se um pensador contrário à imposição da igreja e surgiu a palavra casamento. No grupinho das crentes, que já estavam exaltadíssimas, surgiu uma dúvida cruel: "se ele não acredita em nada porque quer se casar?". Fiquei idiotamente abismado. Que ironia paradoxal põem, numa sala de psicologia, um ser capaz de formular uma pergunta dessas? É realmente triste algumas pessoas serem incapazes de separar vida de religião. Óbvio que no 1° ano é comum ouvir absurdos na sala, mas me atrevi a tentar imaginar uma pessoa que não consegue diferenciar religião de toda uma imensa e rica configuração interna de subjetividade. Um ateu tem a capacidade de amar e continua sendo caracterizado por sua convivência social e, portanto, alguém que não vai à igreja não é muito diferente de alguém que vai. Ambos continuam sendo seres humanos idênticos e não é porque alguém não acredita em Deus que não acredita em nada. Refletindo agora, acredito que a pergunta das meninas surgiu mais como um preconceito e generalização entre "religiosos" e "não-religiosos", generalização esta que eu não pretendo imitar. Claro que pouquíssimos frequentadores de igreja tem a capacidade de pensar como elas (creio eu), mas são um fruto bem estranho, embora isso não invalide todos os outros bons frutos (sim, poucos mas existem! como deixar pessoas felizes (anestesiadas) e tirar pessoas das drogas e crime).

Mas enfim, esse "cúmulo da idiotalização" não é só um fato religioso. Acredito que esteja mais relacionado ao indivíduo do que à religião, embora a religião desestimule insistentemente o pensamento crítico, pois o comportamento idiota pertence a todas as classes sociais, todas as religiões, todas as profissões... Idiotas existem em qualquer lugar e, às vezes, é pura ignorância mesmo, mas isso só se resolve estudando e não apegando-se fervorosamente e defendendo com unhas e dentes suas convicções de algo que as contrarie (mas isso é assunto de um futuro post...)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Viagens e Elefantinho

É incrível como eu viajo nas aulas de Filosofia, sempre viajei. Partindo do princípio dual de que nossa sociedade é evoluída e os que viveram no passado eram atrasados, bárbaros, tapados e antiquados que praticavam os mais absurdos e deliráveis atos, sempre saio das aulas achando que estou numa sociedade quase que pré-histórica, levando em consideração o quão desenvolvidos deveríamos ser e o quão toscos ainda somos. Para ser mais fiel ao sentimento de "os outros que viveram antes é que são idiotas", parece-me que fui transportado para uma realidade arcaica. Mas onde foi parar a sociedade evoluída em que eu deveria viver??? Até consigo figurar a realidade da atual população como um animalzinho passivo e apático, preso à correntes históricas e sem nenhuma vontade de conseguir liberdade. Infelizmente essa é a realidade das massas. Óbvio que alguns indivíduos lutam contra isso, mas a grande massa ainda tende a ser idiota e homogênea.


[Interessante observar: os antepassados falavam absurdos, acreditavam em coisas mais absurdas ainda, praticavam outros tantos de absurdos, mas ainda assim somos completamente dependente deles, das suas crenças e dos "outros tantos" de coisas que ainda não provamos serem absurdos]

Imagine a cena: aula de Filosofia, estudando idéias de Sartre (estudamos Nietzsche antes), especificamente do homem ser o único responsável pela sua subjetividade, anular tudo o que é imposto e vivermos integrando nosso ambiente, não apenas sendo um resultado alheio a nossa vontade e respeitando regras descabidas pré-estabelecidas à nossa existência. Estudávamos o famoso texto "O Existencialismo é um Humanismo", onde Sartre cita o fato de não existir essência que precede a existencia do indivíduo, ou seja, a subjetividade de uma pessoa é construída somente com sua vivência. O homem então seria o único responsável por sua subjetividade, teria que mostrar sua opinião e decidir sua vida. Ele constrói sua realidade, afinal deve ter opinião sobre o mundo.

Mesmo não concordando com todas as idéias de Sartre, fico imaginando um futuro onde olham nossa sociedade atual e pensam o quão idiotas éramos (mais ou menos como fazemos com os que vieram bem antes de nós), incapazes de pensar com a própria cabeça e decidir se continuamos ou não rolando a bola de neve que nossos pais deixaram pra nós. Uma sociedade em que a liberdade não é só uma palavra bonita que é defendida, mas é realmente aplicada. Uma sociedade plural, liberta, harmônica, diferente da massa unificada por grupos ideologistas lutando por nossa união [à eles].