O ser humano é um bixo predominantemente social. Até sua anti-sociabilidade é culpa da sua sociabilidade. Na faculdade, sempre tem o povo que pega os PCs do fundo, viram o monitor, não querem que vejam nada do que estejam fazendo, não querem que vejam seus e-
mails pessoais, leiam o que escrevem, querem manter sua privacidade. O pessoal da frente sempre está fazendo trabalhos e nada muito pessoal, os do fundo vendo e-mails, conversas pessoais no msn e coisas mais obscuras que ninguém sabe ao certo porque estão sendo escondidas. Eu inclusive, não consigo postar no blog se alguém tiver perto, [improvavelmente, mas possivelmente] lendo o que escrevo, eu travo e não sai uma palavra. Porque esse medo de exposição do íntimo, do pessoal?
Nós construímos o que somos através da convivência. Esses dias estudava um processo de aprendizagem que molda nossas ações através de recompensa ao comportamento esperado e punição do comportamento errado. Esse modelo é extremamente usado nas relações humanas. Além da óbvia relação com a educação infantil, ele está muito associado com as relações sociais humanas: sempre recriminamos o que não gostamos (muitas vezes o que é diferente de nós e/ou que põem à prova nossas crenças) e isso causa um medo recíproco em nós mesmos (mesma intensidade e mesma força, até lembrei das aulas de física!). Temos medo de mostrar o que somos, o que pensamos, o que queremos falar, com medo dessa mesma recriminação que praticamos com os outros. Medo de ser excluído, medo de não ser aceito, de não pertencer ao grupo. Recriminamos e nos escondemos para não sermos recriminados. Por isso a diferença gritante entre o eu público e o eu privado. Não que essa diferença seja ruim
, pelo contrário, é muito boa! Ter pessoas que respeitam o limite dos outros é muito bom, mas poderíamos manter uma relação mais coerente entre um e outro, deixar os dois "eus" mais homegêneos. Respeitar o público, mas respeitar também o direito que o "eu público" tem de participar dele, e também o direito do "outro público" de também ter a sua liberdade de participação, de ser e de se expressar. Digo isso pelas pequenas coisas que observo nessa sociedade excludente. Pessoas rotuladas de duas caras, falsas, que agem de modos totalmente diferente em grupos de amigos distintos simplesmente porque os grupos não suportariam um modo de agir mais autêntico. Podemos sim, e devemos, mostrar nossas faces mais adequadas à situação e aos amigos, mas um senso coerente de eu é muito importante. Não podemos perder ou confundir nossa identidade.
Nós construímos o que somos através da convivência. Esses dias estudava um processo de aprendizagem que molda nossas ações através de recompensa ao comportamento esperado e punição do comportamento errado. Esse modelo é extremamente usado nas relações humanas. Além da óbvia relação com a educação infantil, ele está muito associado com as relações sociais humanas: sempre recriminamos o que não gostamos (muitas vezes o que é diferente de nós e/ou que põem à prova nossas crenças) e isso causa um medo recíproco em nós mesmos (mesma intensidade e mesma força, até lembrei das aulas de física!). Temos medo de mostrar o que somos, o que pensamos, o que queremos falar, com medo dessa mesma recriminação que praticamos com os outros. Medo de ser excluído, medo de não ser aceito, de não pertencer ao grupo. Recriminamos e nos escondemos para não sermos recriminados. Por isso a diferença gritante entre o eu público e o eu privado. Não que essa diferença seja ruim

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