segunda-feira, 22 de junho de 2009

Vacas e Capitalismo

CAPITALISMO IDEAL
Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um boi.
Eles multiplicam-se, e a economia cresce.
Você vende a manada e aposenta-se. Fica rico!


CAPITALISMO AMERICANO
Você tem duas vacas.
Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas.
Fica surpreso quando ela morre.

CAPITALISMO JAPONÊS
Você tem duas vacas.
Cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo inteiro.

CAPITALISMO BRITÂNICO
Você tem duas vacas.
As duas são loucas.

CAPITALISMO HOLANDÊS
Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.

CAPITALISMO ALEMÃO
Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.


CAPITALISMO RUSSO
Você tem duas vacas.
Conta-as e vê que tem cinco.
Conta de novo e vê que tem 42.
Conta de novo e vê que tem 12 vacas.
Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.


CAPITALISMO SUÍÇO
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.
Você cobra para guardar as vacas dos outros.


CAPITALISMO ESPANHOL
Você tem muito orgulho de ter duas vacas.

CAPITALISMO BRASILEIRO
Você tem duas vacas.
E reclama porque o rebanho não cresce...

CAPITALISMO HINDU
Você tem duas vacas.
Ai de quem tocar nelas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eu social/eu público, eu anti-social/eu privado

O ser humano é um bixo predominantemente social. Até sua anti-sociabilidade é culpa da sua sociabilidade. Na faculdade, sempre tem o povo que pega os PCs do fundo, viram o monitor, não querem que vejam nada do que estejam fazendo, não querem que vejam seus e-mails pessoais, leiam o que escrevem, querem manter sua privacidade. O pessoal da frente sempre está fazendo trabalhos e nada muito pessoal, os do fundo vendo e-mails, conversas pessoais no msn e coisas mais obscuras que ninguém sabe ao certo porque estão sendo escondidas. Eu inclusive, não consigo postar no blog se alguém tiver perto, [improvavelmente, mas possivelmente] lendo o que escrevo, eu travo e não sai uma palavra. Porque esse medo de exposição do íntimo, do pessoal?
Nós construímos o que somos através da convivência. Esses dias estudava um processo de aprendizagem que molda nossas ações através de recompensa ao comportamento esperado e punição do comportamento errado. Esse modelo é extremamente usado nas relações humanas. Além da óbvia relação com a educação infantil, ele está muito associado com as relações sociais humanas: sempre recriminamos o que não gostamos (muitas vezes o que é diferente de nós e/ou que põem à prova nossas crenças) e isso causa um medo recíproco em nós mesmos (mesma intensidade e mesma força, até lembrei das aulas de física!). Temos medo de mostrar o que somos, o que pensamos, o que queremos falar, com medo dessa mesma recriminação que praticamos com os outros. Medo de ser excluído, medo de não ser aceito, de não pertencer ao grupo. Recriminamos e nos escondemos para não sermos recriminados. Por isso a diferença gritante entre o eu público e o eu privado. Não que essa diferença seja ruim, pelo contrário, é muito boa! Ter pessoas que respeitam o limite dos outros é muito bom, mas poderíamos manter uma relação mais coerente entre um e outro, deixar os dois "eus" mais homegêneos. Respeitar o público, mas respeitar também o direito que o "eu público" tem de participar dele, e também o direito do "outro público" de também ter a sua liberdade de participação, de ser e de se expressar. Digo isso pelas pequenas coisas que observo nessa sociedade excludente. Pessoas rotuladas de duas caras, falsas, que agem de modos totalmente diferente em grupos de amigos distintos simplesmente porque os grupos não suportariam um modo de agir mais autêntico. Podemos sim, e devemos, mostrar nossas faces mais adequadas à situação e aos amigos, mas um senso coerente de eu é muito importante. Não podemos perder ou confundir nossa identidade.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Pesadelo com pé de feijão é foda!

Acordei desesperado. Aquele mesmo quarto escuro. Olhei por todos os cantos, procurando algo fora do comum, ou mais especificamente alguém, mas tava tudo do mesmo jeito, guarda roupa no lugar de sempre, ninguém esgueirando nenhuma fresta, ninguém embaixo da cama, ninguém escondido do lado da porta, ninguém no pé da cama. Ainda bem. Meio transtornado e apreensivo, depois de um pesadelo, eu sentei na cama e... caí na risada! Quem, em plenos 21 anos (fiz semana passada! já sou adulto tá!) tem um pesadelo com pé de feijão?! É RIDÍCULO! Mas hilário, confesso. Dei muita risada. A cama tava bem quentinha, mas não ia dar pra voltar a dormir desse jeito. Olhei o celular - eram exatamente 1:25 da madruga - levantei ainda bêbado, trombando na porta, escorregando no corredor, segurando a parede e fui até a cozinha tomar um copo de água gelada.

De acordo com o Jô, água gelada resolve tudo. Quando você já tá "empazinado" é só tomar um pouco de água gelada que libera um pouco de espaço aí dá pra comer mais. Se empazino de novo, toma mais água gelada! Quem sabe água gelada não resolve alguma coisa em pesadelos também?!

Sentei na mesa com meu belo copo de água gelada, ainda rindo muito, e tentei lembrar de todos os detalhes do sonho. Eu tava num campo imenso (campo? parecia mais um buraco de aterro sanitário, pq era um declive imenso até o meio e depois uma subida até a outra ponta) todo plantado com pés de feijão. Mas eram os pés de feijão do MEU SONHO, então eram grandes, cheios de folhas, alguns tinham até troncos grossos, iguais de árvores, mas todos tinham no maximo 1,5m de altura. Então eu e meu irmão (ou vc acha q eu ia desbravar esse bosque de feijões sozinho) resolvemos atravessar a plantação de feijões transgênicos, mas estava muito MUITO escuro, não dava pra ver nada, só as silhuetas dos pés de feijão. Aí naquele desespero de atravessar o matagal no escuro, eu fiquei um pouco pra trás do meu irmão. O local era muito perigoso, os fazendeiros da região andavam armados com espingarda (e eu obtive essa informação por osmose no meio do sonho, acho q tava no mundo de Matrix!). De repente, eu abaixadinho atrás de um tronco de pé de feijão (sem comentários!) fechando o olho (pra entrar menos luz na retina e ter mais acuidade visual... AUHuHUAH... viva aula de processos psicológicos) pra ver onde meu irmão estava e não conseguindo enxergar bulhufas, ouço barulho de alguém do meu lado, andando, vindo em minha direção. E AGORA? Se eu corresse faria barulho e ele ia me achar com certeza, então fiquei parado sem nem respirar. Coração na boca, batendo que nem um desesperado. E agora o que eu faço?! De repente ele encostou no meu ombro (caraio! só eu que não tava enxergando nada naquela porra de sonho?). Ih, fudeu, morri! Aí ele me levou pra fora da plantação e acabou achando meu irmão também. E eu acordei. Coração na mão. Será que ele ia me matar? Procurei pelo quarto e ele não tava lá. Nada de roçeiro plantador de feijão e nada de espingarda, nem carabina, nem mesmo uma pistolinha ou arco e flecha.

Mas que foi ridículo foi! Quem tem pesadelo com pé de feijão?! ALguém?! É... o silêncio me condena...

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Medo Líquido

Embora incapazes de darmos uma trégua às nossas suspeitas, parar de farejar traições e temer a frustração, buscamos - compulsiva e apaixonadamente - "redes" mais amplas de amigos e amizades. Na verdade, a rede mais ampla que pudermos comprimir no painel do telefone celular, o qual, benevolentemente, aumenta em capacidade a cada nova geração de aparelhos. E quando tentamos cercar nossas apostas contra a traição e dessa forma reduzir os riscos e montarmos o palco para novas traições. Já que nenhuma cesta é totalmente segura, tentamos colocar os ovos em todas que pudermos encontrar.

Preferimos investir nossas esperanças em "redes" em vez de parcerias (...) Esperamos compensar a falta de qualidade com a quantidade (a probabilidade de ganhar na loteria é minúscula, mas quem sabe um conjunto de probabilidades miseráveis possa constituir uma chance mais decente?) (...) Os rastros deixados por essa busca por segurança parecem, contudo, um cemitério de esperanças destruídas e expectativas frustradas, e o caminho à frente está salpicado de relacionamentos frágeis e superficiais. O chão não está mais firme à medida que caminhamos; parece mais lodoso e inadequado para nos assentarmos sobre ele. Estimula os caminhantes a correr, e os corredores a aumentar a velocidade.

As parcerias não se fortalecem, os medos não se dissipam (...) Os habitantes do mundo líquido-moderno, acostumados a praticar a arte da vida líquido-moderna, tendem a considerar a fuga do problema como uma aposta melhor do que enfrentá-lo.

Zygmunt Bauman (tomei a liberdade de modificar algumas palavras)
em Medo Líquido

Aniversário e 12 de junho

É tristee!!! Dia dos namorados sempre foi meio traumático pra mim... Não traumático no sentido de trauma de verdade, mas no drama feito nesse dia (tá bom, também foi drama usar a palavra traumático). Não por não ter ninguém nesse dia... não por isso. Não por não ter ninguém pra fazer coisas junto, planejar um dia bacana... isso não é nada. Mas sim pelos PRESENTES!!! Sim, presenTES, com "s", plural, mais de um. Isso porque o dia dos namorados cai inexplicavelmente 8 dias após meu aniversário, todos os anos, e eu nunca dou a sorte de estar namorando esse período, sempre termino namoro antes (as vezes da vontade até de retardar um pouco o término só pela data, quem sabe não rola uma animaçãozinha maior e não dura mais um pouquinho e eu até lucro presentes?hahah).

Bom, deixando o drama de lado não é bem assim, já passei esse período crítico de 10 dias namorando e sempre ganhei só 1 presente. Pobre dos que nascem perto do natal, ano novo, páscoa, dia das crianças (nossa, esses devem sofrer com presentinhos idiotas e piadinhas sem graça pro resto da vida) e dia dos namorados, eu incluso nesse grupinho aí.

Pior que tudo isso só meu aniversário. Mal ganhei parabéns. Ganhei sim de alguns colegas da facul, do meu irmão e mais um abraço jururu do meu pai e só também. Pra que receber feliz aniversário de madrasta (yeap, eu não ganhei nem um P dos parabéns dela), madrasta nem é parente mesmo, pelo menos não na minha família. O que salvou foram os 74 recados do orkut, irmão e amigos x]

Mas o bom foi a noite. Aniversário em Bauru, avenida Nações Unidas, a mesma da praça Vitória Régia (ou, agora com as plaquinhas informativas: Anfiteatro Vitória Régia), da batata frita do Fiu-Fiu (uma batata deliciosa servida em caixa enorme de pizza por um cara que fica assoviando "fiu-fiu" a noite inteira) e o maravilhoso churros de Bauru. Sim, existem coisas em Bauru melhores que o lanche! Imagina o monstro do churros com uma massa que desmancha na boca, com 2 camadas de cobertura (ou será recheio recheio? mas recheio é no meio! E em cima é cobertura... mas eles usam a mesma cobertura e recheio!!! lol É em cima, então é cobertura!) de limão, uma de chocolate com menta, polvilhado com castanha de caju, mais uma camada de doce de leite em cima de tudo isso, além do recheio de doce de leite no meio... Não teve bolo mas esse valeu a pena!

Tudo bem, aniversário à parte, não teve mesmo como fugir do dia dos namorados sozinho. Uma vez que o aniversário sozinho passa, dia dos namorados sozinho é questão de tempo, 8 dias pra ser mais exato.