sábado, 30 de maio de 2009

Mídia-ah-ha-HA-HAHAAHAHH

Hoje estava lendo alguns blogs e sites de notícias independentes. Nos blogs temos liberdade pra falarmos qualquer coisa. Blogs abrem espaços maravilhosos que em outros meios fazem questão de manterem fechados a 7, 8, 900 chaves. É importante que o povo só receba informações passivamente e degluta tudo calado. Em uma apresentação que fiz semanas atrás, que demandou semanas de pesquisa, deu pra ter uma boa idéia de porque as pessoas são tão estúpidas. Passando um pouco pelos assuntos de produção de notícias pelas grandes organizações, seleção de conteúdo, até encontrei coisas falando em como o governo dos EUA fazem para a população acreditar que o atentado de 11 de setembro não foi causado por eles. Tem um vídeo no youtube com uma parte de um noticiário americano que o apresentador não deixa o entrevistado falar nem responder direito as perguntas, e o entrevistado não é um imbecil, como ele faz questão de pintar o coitado, mas sim um estudioso (professor, doutor, nao lembro bem, não to encontrando o vídeo no youtube, será que retiraram?) que afirma que os EUA que forjaram o ataque e ele tem explicações muito plausíveis.


Dias atrás vi uma situação dessas aqui mesmo no Brasil. O deputado Sérgio Moraes, dono daquele famoso comentário "Estou me lixando para a opinião pública", estava sendo entrevistado ao vivo por um jornal desses de fim de tarde (não me lembro bem qual canal porque eu nem presto muita atenção, acho as notícias muito tendenciosas e sensacionalistas, além do cunho maior por entretenimento do que informativo, isso inclusive nos telejornais [q termo feio]) e o jornalista não deixou ele falar nem uma dúzia de palavras, cortava o deputado a todo instante. O clima era diferente de uma entrevista ao vivo normal, a pressa estava muito mais presente. Não estou defendendo ninguém, pois não sei muita coisa desse deputado, mas o que ele disse foi importante e seria importante refletir: afirmou que uma repórter o ameaçava dizendo que podia influenciar a opinião pública, e ele teria respondido a famosa frase "Estou me lixando para a opinião pública" (é bem verdade que houve um insistente investimento da mídia mesmo antes dele falar a frase). Culpa ou inocência à parte, que repórteres fazem isso o tempo todo todos sabem, que a mídia é uma vergonhosa barganha de influências também não é novidade. O que é vergonhoso mesmo é a população ser guiada por uma máquina tão influente e anti-ética como a mídia. Pessoas famosas são desejadas pelo pedestal que ocupam, e sua amizade apreciada pelos holofotes que podem fazer brilhar alguns anônimos ávidos por um pouco de atenção. E isso é aplicado a todas as partes da sociedade. Um amigo relações públicas recentemente se queixava da politicagem que ordenava a empresa que trabalhava. Sempre que algum político ia às festas da empresa, todos faziam questão de montar projetinhos para mostrar trabalho e paparicar o "cara que tem o cargo influente". E assim continua nossa sociedade, rolando barranco abaixo, com suas pobres guerrinhas de influências sociais. Cuidado hein, posso acabar com sua vida! Meu primo tem um amigo que conhece alguém no jornal da tarde! E, como já dizia um amigo meu: "Que sorte para os ditadores que os homens não pensem" (Adolf Hitler, o mesmo que disse: "Toda propaganda tem que ser popular e acomodar-se à compreensão do menos inteligente dentre aqueles que pretende atingir" e "A arte da liderança consiste em consolidar a atenção das pessoas contra um único adversário e cuidar para que nada divida essa atenção")

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Canções Infantis - cult version

Para você que quer educar bem seu querido filho para que ele se torne um adulto culto, comece desde cedo! Eis abaixo versões de algumas cantigas de roda famosas:

Cai cai balão

Cai, cai balão
cai, cai balão
aqui na minha mão
Não vou lá,
não vou lá
Tenho medo de apanhar

Cai cai balão - cult version

Precipita, precipita erostato mais leve que o ar
precipita, precipita erostato mais leve que o ar
aqui na palma dos meus artelhos superiores
Não vou me deslocar até lá,
não vou me deslocar até lá,
Tenho medo de ser atingido por objetos contundentes


Atirei o pau no gato

Atirei o páu no gato tô
Mas o gato tô
Não morreu reu reu
Dona Chica cá
Admirou-se se
Do berro,
do berro que o gato deu
Miau!

Atirei o pau no gato - cult version

Aremessei o prójétil ao felino no
Porém o felino no
Não veio a falecer cer cer
Projenitora Francisca cá
Ficou estupefata ta
Pelo som,
pelo som emitido pelo animal
Onomatopéia referente aos felinos!


O Sapo não lava o pé

O sapo não lava o pé
Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé porque não quer
Mas que chulé!

O Sapo não Lava o Pé - cult version

O dendrobata não pratica higiene pedicular,
não pratica higiene pedicular pois naum é de seu feitio.
Ele reside em ambiente lacustre,
não pratica higiene pedicular porque naum é de seu feitio
Que mal odor proveniente dos seus artelhos inferiores!

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Religião da massa ou massa da religião?

Afinal, o que é religião? Fico pensando e acredito que Deus está muito longe de ser esse cara lá no céu, com seu manual de instruções jogado pra nós, que temos que ler, decorar e seguir cegamente. Na prática, acredito que as igrejas substituem essa última regra por "cobrar dos outros para que eles sigam cegamente". Esses dias vi na tv uma senhora que "fazia o inferno" na vida de todo mundo que conhecia e era religiosa fervorosa, daquelas que vão 5x por semana na igreja, pelo menos. Conheço várias dessas amáveis senhoras religiosas. Mas acredito que o conceito "Deus" seja muito mais abrangente, rico (em conteúdo, não rico no sentido usado pelas igrejas-capitalistas-televisivas) e complexo que esse homenzinho do céu (não, não estou falando do astronauta), na verdade vejo Deus principalmente como algo histórico, incapaz de ter seu significado verdadeiro por estarem usando conceitos deturpados por ser interessante ($money and power) de ser aplicados a essa sociedade. Isso sem citar o fato de que se tivessem nascido na Arábia iriam defender Alá e que o Deus daqui seria uma coisa ruim e mentirosa (mais ou menos o que sentem por Alá). Penso como é possível nossa amada igreja cristã criar essa massa de seres acríticos (calma, essa é só uma pequena parte da massa citada no post de baixo).

Esses dias, nas famosas aulas de Filosofia, discutia-se um pensador contrário à imposição da igreja e surgiu a palavra casamento. No grupinho das crentes, que já estavam exaltadíssimas, surgiu uma dúvida cruel: "se ele não acredita em nada porque quer se casar?". Fiquei idiotamente abismado. Que ironia paradoxal põem, numa sala de psicologia, um ser capaz de formular uma pergunta dessas? É realmente triste algumas pessoas serem incapazes de separar vida de religião. Óbvio que no 1° ano é comum ouvir absurdos na sala, mas me atrevi a tentar imaginar uma pessoa que não consegue diferenciar religião de toda uma imensa e rica configuração interna de subjetividade. Um ateu tem a capacidade de amar e continua sendo caracterizado por sua convivência social e, portanto, alguém que não vai à igreja não é muito diferente de alguém que vai. Ambos continuam sendo seres humanos idênticos e não é porque alguém não acredita em Deus que não acredita em nada. Refletindo agora, acredito que a pergunta das meninas surgiu mais como um preconceito e generalização entre "religiosos" e "não-religiosos", generalização esta que eu não pretendo imitar. Claro que pouquíssimos frequentadores de igreja tem a capacidade de pensar como elas (creio eu), mas são um fruto bem estranho, embora isso não invalide todos os outros bons frutos (sim, poucos mas existem! como deixar pessoas felizes (anestesiadas) e tirar pessoas das drogas e crime).

Mas enfim, esse "cúmulo da idiotalização" não é só um fato religioso. Acredito que esteja mais relacionado ao indivíduo do que à religião, embora a religião desestimule insistentemente o pensamento crítico, pois o comportamento idiota pertence a todas as classes sociais, todas as religiões, todas as profissões... Idiotas existem em qualquer lugar e, às vezes, é pura ignorância mesmo, mas isso só se resolve estudando e não apegando-se fervorosamente e defendendo com unhas e dentes suas convicções de algo que as contrarie (mas isso é assunto de um futuro post...)

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Viagens e Elefantinho

É incrível como eu viajo nas aulas de Filosofia, sempre viajei. Partindo do princípio dual de que nossa sociedade é evoluída e os que viveram no passado eram atrasados, bárbaros, tapados e antiquados que praticavam os mais absurdos e deliráveis atos, sempre saio das aulas achando que estou numa sociedade quase que pré-histórica, levando em consideração o quão desenvolvidos deveríamos ser e o quão toscos ainda somos. Para ser mais fiel ao sentimento de "os outros que viveram antes é que são idiotas", parece-me que fui transportado para uma realidade arcaica. Mas onde foi parar a sociedade evoluída em que eu deveria viver??? Até consigo figurar a realidade da atual população como um animalzinho passivo e apático, preso à correntes históricas e sem nenhuma vontade de conseguir liberdade. Infelizmente essa é a realidade das massas. Óbvio que alguns indivíduos lutam contra isso, mas a grande massa ainda tende a ser idiota e homogênea.


[Interessante observar: os antepassados falavam absurdos, acreditavam em coisas mais absurdas ainda, praticavam outros tantos de absurdos, mas ainda assim somos completamente dependente deles, das suas crenças e dos "outros tantos" de coisas que ainda não provamos serem absurdos]

Imagine a cena: aula de Filosofia, estudando idéias de Sartre (estudamos Nietzsche antes), especificamente do homem ser o único responsável pela sua subjetividade, anular tudo o que é imposto e vivermos integrando nosso ambiente, não apenas sendo um resultado alheio a nossa vontade e respeitando regras descabidas pré-estabelecidas à nossa existência. Estudávamos o famoso texto "O Existencialismo é um Humanismo", onde Sartre cita o fato de não existir essência que precede a existencia do indivíduo, ou seja, a subjetividade de uma pessoa é construída somente com sua vivência. O homem então seria o único responsável por sua subjetividade, teria que mostrar sua opinião e decidir sua vida. Ele constrói sua realidade, afinal deve ter opinião sobre o mundo.

Mesmo não concordando com todas as idéias de Sartre, fico imaginando um futuro onde olham nossa sociedade atual e pensam o quão idiotas éramos (mais ou menos como fazemos com os que vieram bem antes de nós), incapazes de pensar com a própria cabeça e decidir se continuamos ou não rolando a bola de neve que nossos pais deixaram pra nós. Uma sociedade em que a liberdade não é só uma palavra bonita que é defendida, mas é realmente aplicada. Uma sociedade plural, liberta, harmônica, diferente da massa unificada por grupos ideologistas lutando por nossa união [à eles].