Afinal, o que é religião? Fico pensando e acredito que Deus está muito longe de ser esse cara lá no céu, com seu manual de instruções jogado pra nós, que temos que ler, decorar e seguir cegamente. Na prática, acredito que as igrejas substituem essa última regra por "cobrar dos outros para que eles sigam cegamente". Esses dias vi na tv uma senhora que "fazia o inferno" na vida de todo mundo que conhecia e era religiosa fervorosa, daquelas que vão 5x por semana na igreja, pelo menos. Conheço várias dessas amáveis senhoras religiosas. Mas acredito que o conceito "Deus" seja muito mais abrangente, rico (em conteúdo, não rico no sentido usado pelas igrejas-capitalistas-televisivas) e complexo que esse homenzinho do céu (não, não estou falando do astronauta), na verdade vejo Deus principalmente como algo histórico, incapaz de ter seu significado verdadeiro por estarem usando conceitos deturpados por ser interessante ($money and power) de ser aplicados a essa sociedade. Isso sem citar o fato de que se tivessem nascido na Arábia iriam defender Alá e que o Deus daqui seria uma coisa ruim e mentirosa (mais ou menos o que sentem por Alá). Penso como é possível nossa amada igreja cristã criar essa massa de seres acríticos (calma, essa é só uma pequena parte da massa citada no post de baixo).Esses dias, nas famosas aulas de Filosofia, discutia-se um pensador contrário à imposição da igreja e surgiu a palavra casamento. No grupinho das crentes, que já estavam exaltadíssimas, surgiu uma dúvida cruel: "se ele não acredita em nada porque quer se casar?". Fiquei idiotamente abismado. Que ironia paradoxal põem, numa sala de psicologia, um ser capaz de formular uma pergunta dessas? É realmente triste algumas pessoas serem incapazes de separar vida de religião. Óbvio que no 1° ano é comum ouvir absurdos na sala, mas me atrevi a tentar imaginar uma pessoa que não consegue diferenciar religião de toda uma imensa e rica configuração interna de subjetividade. Um ateu tem a capacidade de amar e continua sendo caracterizado por sua convivência social e, portanto, alguém que não vai à igreja não é muito diferente de alguém que vai. Ambos continuam sendo seres humanos idênticos e não é porque alguém não acredita em Deus que não acredita em nada. Refletindo agora, acredito que a pergunta das meninas surgiu mais como um preconceito e generalização entre "religiosos" e "não-religiosos", generalização esta que eu não pretendo imitar. Claro que pouquíssimos frequentadores de igreja tem a capacidade de pensar como elas (creio eu), mas são um fruto bem estranho, embora isso não invalide todos os outros bons frutos (sim, poucos mas existem! como deixar pessoas felizes (anestesiadas) e tirar pessoas das drogas e crime).
Mas enfim, esse "cúmulo da idiotalização" não é só um fato religioso. Acredito que esteja mais relacionado ao indivíduo do que à religião, embora a religião desestimule insistentemente o pensamento crítico, pois o comportamento idiota pertence a todas as classes sociais, todas as religiões, todas as profissões... Idiotas existem em qualquer lugar e, às vezes, é pura ignorância mesmo, mas isso só se resolve estudando e não apegando-se fervorosamente e defendendo com unhas e dentes suas convicções de algo que as contrarie (mas isso é assunto de um futuro post...)

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