segunda-feira, 27 de julho de 2009

Transformers: não, não é o filme, são as férias!


Férias é uma dádiva incrível! Minhas férias sempre foram tremendamente transformadoras, as maiores mudanças sempre ocorrem nesse período. Essa, no primeiro ano da faculdade, não poderia ser diferente.
Não por engordar um pouquinho por comer pra caramba em casa, mas esse mês de descanso anual (semestral, sou universitário!!!) é ótimo: você descansa, recarrega as baterias pro novo, tem tempo pra fazer coisas, sair, curtir os amigos, dormir até tarde, ficar acordado fazendo merda nenhuma até de madrugada. Só por isso as férias já são ótimas.
Mas, incrivelmente, o destino sempre me reserva alguns segredinhos. Minhas férias nunca são tranquilas, só curtir amigos e tal, sempre acabo me transformando MUITO. Aprendo muito, passo por situações riquíssimas e evoluo, progrido, mudo.
A vida é uma peça maravilhosa. As vezes você entra numa situação e sai mudado de um jeito que você nunca imaginou, em uma situação que você nunca poderia imaginar. Foram exatamente assim meus 30 dias de descanso. Uma jornada incrível de autoconhecimento, avaliação das outras pessoas, análise da confiança que coloco nos outros e motivos pessoais. O que faço e o porque faço.
Sinceridade pra mim sempre foi pré-requisito pra construir qualquer coisa, inclusive amizades. Mas mesmo que não queiram dizer a verdade, existem jeitos de soprar a névoa comodamente invocada sobre sua visão e poder olhar, mesmo que por alguns instantes, o que está por tras de todo o teatro armado. E assim você tem tudo o que precisa pra entender, aprender e seguir adiante.
Assim, mais uma etapa é concluída. Mesmo sem verdades declaradas, nada escapa a um bom observador.
E as férias acabando... Vamos curtir mais outro semestre, se acostumar com as mudanças feitas, a vida nova, pra depois entrar nesse período louco de mudanças e aprendizado novamente.
Ansioso pela volta às aulas, porque fim de férias é um tédio pra qualquer um!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Desencana!

Ai meu, desencana e viva, viva, VIVA!!!

:]

segunda-feira, 6 de julho de 2009

A culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser!


Visitando o blog da minha amiguinha Lola, me deparei um post respondendo uma notícia de uma tal Geane Carl, (veja o post aqui) que estava indignada com a primeira parada gay de Joinville. A coitada se referiu à ela como "manifestação que 'destrói e assassina' o conceito que temos de família" e ainda afirmou "O homossexualismo e o lesbianismo jamais irão encontrar seu espaço". O que me preocupa é o jeito idiota como coitados como Geane reproduzem modelos sociais doentes, e não se preocupam com isso e, pra ser bem sincero, não tem nem consciência disso. Ontem via na TV um caso de um brasileiro (Jean Charles de Menezes) assassinado pela Scotland Yard (polícia metropolitana de Londres). Houve uma investigação, que pelo jeito foi muito eficiente, chegando ao ponto de assassinar um inocente que nem reagiu, e os policiais confundiram o brasileiro com um "terrorista" (terrorismo está na moda). O jornal comentou que a investigação se baseou em puro preconceito, nesse caso, por imigrantes. Os policiais observaram Jean Charles e viram que ele não era inglês então, lógico, era o bandido. Nós, brasileiros, vemos a atitude dos policiais britânicos e ficamos abismados: como um policial pode julgar uma pessoa por ser imigrante, um policial que deveria proteger a população londrina, seja ela imigrante ou não (como uma das mensagens de indignação que mostrou a reportagem: Scotland Yard: executando londrinos para sua segurança).
Não se esqueçam: policiais também vivem em sociedade.
Se pra nós discriminar um imigrante seria um absurdo, porque discriminar um homossexual não seria? Porque todo mundo discrimina? E se vivêssemos em um desses vários países onde a homossexualidade é melhor aceita e até respeitada, o que aconteceria?
Como diz no documentário Zeitgeist Addendum, "Não é amostra de saúde estar bem ajustado em uma sociedade profundamente doente". Temos que ter consciência de nosso poder sobre o mundo, afinal, somos os únicos responsáveis sobre os nossos atos. A sociedade britânica, assim como quase todos os países desenvolvidos, são preconceituosos e violentos com imigrantes, mas quem vai responder sobre o assassinato do imigrante? Os policiais que cometeram o ato hediondo! A maluca da Geane repete essas idéias por ignorância, mas quem é responsável por isso? Ela mesma. Ela é responsável por seus pensamentos, suas decisões e suas atitudes. Se algo grave acontecer, ninguém vai nos ajudar a lidar com os problemas originados pela sociedade, seremos nós os responsáveis, e só nós.
Isso é eficazmente perpetuado na sociedade atual. Como aparece no documentário Super Size Me - A Dieta do Palhaço, o Mc Donalds produz aquele lixo nutricional de alimento, mas você é o único responsável pelo dano ao seu corpo causado por comer aquilo (a justiça americana culpa as pessoas por consumir os alimentos do McDonalds e ficarem doentes, não a lanchonete por produzir os alimentos).
Tenha consciência dessa SUA responsabilidade, assim você evita muitas asneiras e transforma o mundo num lugar melhor. Ignorância não é desculpa, no máximo é a sua decisão.
Só para terminar, Geane disse ainda "para que existe um padrão de moral e ética, se quando surgem desvios dele sempre dizemos sim". Ainda bem que dizemos sim! Mudança é importante! Esse padrão deve existir, mas deve ser algo que oriente a vida social, não um modelo de "liberado" e "proibido" gravado em pedra. A vida em sociedade deve ser algo, no mínimo, suportável. Mas pra isso devemos estabelecer uma sociedade que aceite seus indivíduos. Deficientes físicos, deficientes mentais, gays, lésbicas, pobres, ateus, wiccas, idosos, apolíticos, políticos de esquerda... todos tem o mesmo direito que a população dominante (ou o carniceiro sedento por manter seu poder social sobre a população).
Pense. Isso é a maior dádiva que Deus poderia te dar, pensar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Que porra é essa de Dilema do Gato Molhado?!


Mas afinal o que é o Dilema do Gato Molhado? De onde saiu esse nome esdrúxulo para batizar esse blog? Todo mundo me pergunta e eu sempre prometi um post pra explicar todo o "Dilema".
Tudo começou uma tarde em frente ao PC, montando o bendito blog. Bem... não! começou bem antes! A decisão de abrir o blog foi bem mais difícil que o "abrir" em si. Eu sou muito "avoado", seja lá o que isso signifique, distraído e tenho o péssimo hábito de começar várias coisas e nunca terminar nenhuma delas. Decidido que eu abriria um blog, parei em frente do PC: Nome do blog. Que porra é essa? O blog tem q ter um nome, deusdocéu! Nem tinha pensado nisso. Vamos lá, nome, nome... nome...
De repente, surge uma inspiração. Um sussurro das musas no meu ouvido, ou uma luz e um ventinho que faz a franja levantar, como quando o Harry pega na varinha pela primeira vez (ui!). Dilema do Gato Molhado!
Mas que porra é essa de gato molhado? Não tem nada a ver com caras sarados de sunguinha tomando banho!
O dilema do gato molhado é a dificuldade que as pessoas têm de entender os outros. De se desprender um pouco de si mesmas e chegar a entender verdadeiramente. Mas acima de tudo, de respeitar o outro.
Isso pode não ser novidade pra muita gente, mas se isso fosse realmente aplicado seria uma novidade pra mim! Pais querem comandar a vida dos filhos, igrejas que ao mesmo tempo que pregam livre arbítrio desejam desesperadamente amarrar todo mundo no pé do altar da sua igreja (a do outro é do demônio), patys tapadas na minha sala, futuras psicólogas, que não conseguem ir muito além do óbvio.
E isso é o Dilema do Gato Molhado, medo de água, medo do outro. Medo de colocar suas crenças em xeque.
Explicado?

quarta-feira, 1 de julho de 2009

O que somos nós?

Afinal o que somos nós? Somos algo realmente, ou seria melhor dizer que nos tornaram, nos esculpiram, nos podaram e resultamos nisso que pensamos que somos? Existe liberdade? Não quero me aprofundar muito na questão filosófica, pois isso é assunto pra outro post, mas a questão é: as coisas ao nosso redor nos transformam profundamente, na verdade seria mais correto dizer que elas nos formam. Filhos de pais com boas condições financeiras se desenvolvem em uma realidade própria e tem características específicas da classe social [dos pais], crianças que vivem numa realidade pobre vão ser adultos bem diferentes deles. Mães evangélicas criam crianças evangélicas, ou tentam... Mas mesmo que as crianças não sigam exatamente os passos dos pais, isso está enraizado no seu crescimento, afinal, ele construiu seu mundo naquela realidade. Fizeram parte do seu desenvolvimento o medo (ou temor, tanto faz) de Deus, assim como a crença na fé, no caminho do sofrimento (afinal estamos falando das igrejas dos pobres e quer gente que sofre mais?), da vida ser praticamente um pecado, onde você tem que aceitar que quase tudo na vida é pecado e deve seguir fielmente (a palavra não foi de propósito...rs) tudo que é imposto e se, por acaso, você começar a pensar criticamente no assunto e ter sua própria opinião, você está pecando também. Pensar vira pecado. Imagine uma criança que cresce nessa realidade mas não quer perpetuar isso na sua vida. Uma criança que queira ser ateu, ter outra religião diferente da evangélica, não aceitar passivamente o que lhe é ensinado, é homossexual ou qualquer comportamento que não condiz com o aprendido desde pequeno. Ele abandona a realidade que pra ele não é coerente e busca um novo caminho pra sua vida, mas algo de ruim acontece com ele, e o que ele faz? No mínimo se sente culpado, aquilo deve ter sido um castigo por seus atos contra o amor de Deus (ou algo similar), pode até voltar pra realidade que aprendeu quando criança, voltar pra igreja evangélica e reprimir o comportamento desviante da massa que iniciou sua fuga. Agora imagine isso num mundo capitalista, de propaganda massiva que, quando não vendem produtos tóxicos à saúde (cigarros, bebidas, McDonalds, Coca-Cola) vendem produtos que ninguém precisa (cremes que na formulação são bem parecidos, mas a marca X paga milhões pra uma atriz famosa fazer o comercial e a marca Y fala que é Passiflora, em vez de falar que é Maracujá, pra ficar mais chique e, consequentemente, maior o lucro, ou aparelhos não-profissionais de ginástica caros que não fazem absolutamente nada) afinal, propaganda serve para criar demanda de consumo porque, se o produto fosse bom e as pessoas quisessem comprar aquilo, eles não fariam propagandas, fariam comerciais informativos falando coerentemente das características do produto que, como falava uma amiga minha que vende trufas, o produto quando é bom se vende sozinho.
A criança gorda com problema no coração de tanto comer lixo industrializado (se for mulher: estrias e cel
ulite pelos amados refrigerantes lights. Light pode!*) e com seus adorados pais colaborando pra esse aprendizado imbecilizado e acrítico. Vamos estrapolar mais um pouquinho. Voltamos à pergunta: o que somos nós? Bom, eu me definiria como um garoto alto, magro... perae... de todas as minhas características porque eu escolhi justamente essas? Será que eu escolhi mesmo? Alto, magro, cabelos lisos e sedosos, pele branca bonita e macia, roupas de marca/grife, cabelo impecável, academia 5x por semana. Esse sou eu? Esse é você? Esse é seu(sua) príncipe(princesa) encantado(a)? Acho que não, esse é o modelo social ideal que foi enfiado goela abaixo sua vida inteira. Agora a segunda pergunta: Existe liberdade? Bom, existe duas possíveis opções para essa pergunta. A primeira é que sim! Pense sua anta! Pense criticamente e pense, pense, pense. Tente ser mais você mesmo, ser mais coerente. Construa seu modo de pensar, seja sincero com você mesmo, seja mais você mesmo. Essa opinião que você tem veio de onde? Você teve acesso a todos os fatos para poder analisar se sua opinião é correta? Você realmente pensaria assim se tivesse liberdade pra pensar? Ou simplesmente segue a multidão? A segunda opção é que não. Até mesmo esse post foi resultado de alguma influência social, podendo ser até mesmo fruto da indignação causada pela realidade absurda que vivemos. Não existe ação sem reação e, consequentemente, não existiria reação sem ação. Independente de qual resposta escolha, PENSE! Podemos causar uma mudança em nós mesmos, e isso já é um bom começo. Sonho viver em uma sociedade pensante, criativa, que aceita seus indivíduos como eles são e tirando deles o melhor que pode para o crescimento de todos. Enquanto isso não acontece continuo acordando num mundo que homem não chora e mulher é vítima, criança é burra e adulto é chato e ninguém consegue amar, porque, primeiramente, eles próprios se odeiam como pessoas e não fazem idéia do que procuram... Vamos arregaçar as mangas ;)*Na revisão do texto que percebi: porque falar das estrias e celulites? Será que é mais importante que todo o mal e descontrole do organismo que esses alimentos causam? Ou será que estrias e celulites são mais estéticas?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Vacas e Capitalismo

CAPITALISMO IDEAL
Você tem duas vacas.
Vende uma e compra um boi.
Eles multiplicam-se, e a economia cresce.
Você vende a manada e aposenta-se. Fica rico!


CAPITALISMO AMERICANO
Você tem duas vacas.
Vende uma e força a outra a produzir o leite de quatro vacas.
Fica surpreso quando ela morre.

CAPITALISMO JAPONÊS
Você tem duas vacas.
Cria desenhinhos de vacas chamados Vaquimon e vende-os para o mundo inteiro.

CAPITALISMO BRITÂNICO
Você tem duas vacas.
As duas são loucas.

CAPITALISMO HOLANDÊS
Você tem duas vacas.
Elas vivem juntas, em união de facto, não gostam de bois e tudo bem.

CAPITALISMO ALEMÃO
Você tem duas vacas.
Elas produzem leite regularmente, segundo padrões de quantidade e horário previamente estabelecido, de forma precisa e lucrativa.
Mas o que você queria mesmo era criar porcos.


CAPITALISMO RUSSO
Você tem duas vacas.
Conta-as e vê que tem cinco.
Conta de novo e vê que tem 42.
Conta de novo e vê que tem 12 vacas.
Você pára de contar e abre outra garrafa de vodca.


CAPITALISMO SUÍÇO
Você tem 500 vacas, mas nenhuma é sua.
Você cobra para guardar as vacas dos outros.


CAPITALISMO ESPANHOL
Você tem muito orgulho de ter duas vacas.

CAPITALISMO BRASILEIRO
Você tem duas vacas.
E reclama porque o rebanho não cresce...

CAPITALISMO HINDU
Você tem duas vacas.
Ai de quem tocar nelas.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Eu social/eu público, eu anti-social/eu privado

O ser humano é um bixo predominantemente social. Até sua anti-sociabilidade é culpa da sua sociabilidade. Na faculdade, sempre tem o povo que pega os PCs do fundo, viram o monitor, não querem que vejam nada do que estejam fazendo, não querem que vejam seus e-mails pessoais, leiam o que escrevem, querem manter sua privacidade. O pessoal da frente sempre está fazendo trabalhos e nada muito pessoal, os do fundo vendo e-mails, conversas pessoais no msn e coisas mais obscuras que ninguém sabe ao certo porque estão sendo escondidas. Eu inclusive, não consigo postar no blog se alguém tiver perto, [improvavelmente, mas possivelmente] lendo o que escrevo, eu travo e não sai uma palavra. Porque esse medo de exposição do íntimo, do pessoal?
Nós construímos o que somos através da convivência. Esses dias estudava um processo de aprendizagem que molda nossas ações através de recompensa ao comportamento esperado e punição do comportamento errado. Esse modelo é extremamente usado nas relações humanas. Além da óbvia relação com a educação infantil, ele está muito associado com as relações sociais humanas: sempre recriminamos o que não gostamos (muitas vezes o que é diferente de nós e/ou que põem à prova nossas crenças) e isso causa um medo recíproco em nós mesmos (mesma intensidade e mesma força, até lembrei das aulas de física!). Temos medo de mostrar o que somos, o que pensamos, o que queremos falar, com medo dessa mesma recriminação que praticamos com os outros. Medo de ser excluído, medo de não ser aceito, de não pertencer ao grupo. Recriminamos e nos escondemos para não sermos recriminados. Por isso a diferença gritante entre o eu público e o eu privado. Não que essa diferença seja ruim, pelo contrário, é muito boa! Ter pessoas que respeitam o limite dos outros é muito bom, mas poderíamos manter uma relação mais coerente entre um e outro, deixar os dois "eus" mais homegêneos. Respeitar o público, mas respeitar também o direito que o "eu público" tem de participar dele, e também o direito do "outro público" de também ter a sua liberdade de participação, de ser e de se expressar. Digo isso pelas pequenas coisas que observo nessa sociedade excludente. Pessoas rotuladas de duas caras, falsas, que agem de modos totalmente diferente em grupos de amigos distintos simplesmente porque os grupos não suportariam um modo de agir mais autêntico. Podemos sim, e devemos, mostrar nossas faces mais adequadas à situação e aos amigos, mas um senso coerente de eu é muito importante. Não podemos perder ou confundir nossa identidade.