segunda-feira, 6 de julho de 2009

A culpa é minha e eu a coloco em quem eu quiser!


Visitando o blog da minha amiguinha Lola, me deparei um post respondendo uma notícia de uma tal Geane Carl, (veja o post aqui) que estava indignada com a primeira parada gay de Joinville. A coitada se referiu à ela como "manifestação que 'destrói e assassina' o conceito que temos de família" e ainda afirmou "O homossexualismo e o lesbianismo jamais irão encontrar seu espaço". O que me preocupa é o jeito idiota como coitados como Geane reproduzem modelos sociais doentes, e não se preocupam com isso e, pra ser bem sincero, não tem nem consciência disso. Ontem via na TV um caso de um brasileiro (Jean Charles de Menezes) assassinado pela Scotland Yard (polícia metropolitana de Londres). Houve uma investigação, que pelo jeito foi muito eficiente, chegando ao ponto de assassinar um inocente que nem reagiu, e os policiais confundiram o brasileiro com um "terrorista" (terrorismo está na moda). O jornal comentou que a investigação se baseou em puro preconceito, nesse caso, por imigrantes. Os policiais observaram Jean Charles e viram que ele não era inglês então, lógico, era o bandido. Nós, brasileiros, vemos a atitude dos policiais britânicos e ficamos abismados: como um policial pode julgar uma pessoa por ser imigrante, um policial que deveria proteger a população londrina, seja ela imigrante ou não (como uma das mensagens de indignação que mostrou a reportagem: Scotland Yard: executando londrinos para sua segurança).
Não se esqueçam: policiais também vivem em sociedade.
Se pra nós discriminar um imigrante seria um absurdo, porque discriminar um homossexual não seria? Porque todo mundo discrimina? E se vivêssemos em um desses vários países onde a homossexualidade é melhor aceita e até respeitada, o que aconteceria?
Como diz no documentário Zeitgeist Addendum, "Não é amostra de saúde estar bem ajustado em uma sociedade profundamente doente". Temos que ter consciência de nosso poder sobre o mundo, afinal, somos os únicos responsáveis sobre os nossos atos. A sociedade britânica, assim como quase todos os países desenvolvidos, são preconceituosos e violentos com imigrantes, mas quem vai responder sobre o assassinato do imigrante? Os policiais que cometeram o ato hediondo! A maluca da Geane repete essas idéias por ignorância, mas quem é responsável por isso? Ela mesma. Ela é responsável por seus pensamentos, suas decisões e suas atitudes. Se algo grave acontecer, ninguém vai nos ajudar a lidar com os problemas originados pela sociedade, seremos nós os responsáveis, e só nós.
Isso é eficazmente perpetuado na sociedade atual. Como aparece no documentário Super Size Me - A Dieta do Palhaço, o Mc Donalds produz aquele lixo nutricional de alimento, mas você é o único responsável pelo dano ao seu corpo causado por comer aquilo (a justiça americana culpa as pessoas por consumir os alimentos do McDonalds e ficarem doentes, não a lanchonete por produzir os alimentos).
Tenha consciência dessa SUA responsabilidade, assim você evita muitas asneiras e transforma o mundo num lugar melhor. Ignorância não é desculpa, no máximo é a sua decisão.
Só para terminar, Geane disse ainda "para que existe um padrão de moral e ética, se quando surgem desvios dele sempre dizemos sim". Ainda bem que dizemos sim! Mudança é importante! Esse padrão deve existir, mas deve ser algo que oriente a vida social, não um modelo de "liberado" e "proibido" gravado em pedra. A vida em sociedade deve ser algo, no mínimo, suportável. Mas pra isso devemos estabelecer uma sociedade que aceite seus indivíduos. Deficientes físicos, deficientes mentais, gays, lésbicas, pobres, ateus, wiccas, idosos, apolíticos, políticos de esquerda... todos tem o mesmo direito que a população dominante (ou o carniceiro sedento por manter seu poder social sobre a população).
Pense. Isso é a maior dádiva que Deus poderia te dar, pensar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário